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Daniel Salomão.

Sobre mim

Depois de investir meu patrimônio quase todo nos estudos, sobraram R$ 200. Foi ali que comecei a investir.

Médico, analista de investimentos certificado (CNPI) e educador financeiro — a trajetória abaixo é real, erros incluídos.

Como comecei

Sempre tive afinidade com matemática. Além disso, comecei a empreender muito jovem e, apesar de nem ter conta no banco, tinha minhas reservas de dinheiro em espécie. Em 1998, quando entrei na Universidade de Brasília para cursar medicina, sabia que não teria tempo para seguir com os empreendimentos. Precisei da ajuda do meu pai para abrir uma conta universitária, pois tinha apenas 17 anos.

Depois de comprar livros, materiais e todo o enxoval para o curso, sobraram apenas R$ 200 — que na época valiam bem mais que hoje. A saída seria investir em vez de seguir empreendendo, e foi o que fiz. Com uma conta, eu teria então acesso ao mundo dos investimentos.

Por gostar de matemática, eu já conhecia o poder dos juros compostos — na época, chamava isso apenas de progressão geométrica. Isso, aliado a juros de mais de 20% ao ano, me fez começar a jornada pela renda fixa: depois de colocar tudo na conta, optei por um fundo de renda fixa em vez da poupança.

Antes mesmo disso, eu já me interessava por ações e pesquisava sobre o assunto, mas ainda sem investir — especialmente por conta dos custos de transação, muito altos na época, partindo de mais de 2% por operação. Em 2001, passei a investir em ações via fundo de ações, e no primeiro dia útil de 2002 já estava comprando ações diretamente na Bolsa de Valores, via corretora.

Precisei errar para aprender

Infelizmente, eu não tinha absolutamente ninguém no meu círculo familiar ou de amigos que soubesse qualquer coisa sobre investimentos, muito menos sobre ações e Bolsa de Valores. Apesar de ter começado da forma certa, depois de um tempo tentei pegar atalhos e especular mais. Como é óbvio, a combinação de um mercado volátil com um jovem investidor sem preparo nenhum me fez incorrer em diversos tipos primários de erros.

Posso dizer com propriedade que cometi a maioria dos erros que um investidor em renda variável pode cometer. Inclusive quebrei. Mas, para minha sorte, isso aconteceu quando eu tinha relativamente pouco dinheiro e, especialmente, muito cedo na vida — o que me deu tempo de me levantar e seguir em frente de forma segura. Hoje ensino investidores a não apenas terem mais segurança nos investimentos, mas também a terem resultados que sirvam melhor aos seus propósitos.

Formação e trabalho

Sou médico, formado pela Universidade de Brasília (UnB), com residência em Clínica Médica. Sou também analista de investimentos certificado pela CNPI. Há mais de dez anos dou aulas e palestras sobre investimentos, e sou autor do livro Tempo é Dinheiro.

Tenho projetos para fazer gestão de recursos para famílias, mas atualmente meu foco tem sido educacional — cursos, palestras e material sobre método de investimento.

Para quem eu escrevo

Dou aulas sobre investimentos há anos, em sua maioria para médicos, e é de lá que vem parte da minha experiência com quem tem pouco tempo livre no dia a dia. Mas o que escrevo aqui é para qualquer pessoa que queira entender sobre investimentos. Um dos meus focos atualmente é ensinar diferentes métodos de investimento, para ajudar investidores a, antes de escolher um, descobrir qual consegue sustentar por vinte anos. Ninguém precisa errar para aprender isso. Eu errei; você não precisa.